O urbanismo de Brasília é notoriamente singular, planejado para ser uma cidade moderna e funcional. Um dos seus aspectos mais curiosos é a ausência de esquinas no sentido tradicional. A cidade é dividida em Quadras (por exemplo, SQN 105, CLS 202), com blocos de edifícios residenciais ou comerciais cercados por vias, facilitando o fluxo de trânsito e o acesso.
Essa organização não é aleatória; ela segue o rigoroso Plano Piloto, que setoriza as áreas da cidade. Há setores específicos para administração, hotéis, bancos, entretenimento, comércio e residências, cada um com uma sigla e numeração própria, exigindo dos visitantes um pequeno “curso” de orientação para desvendar os códigos brasilienses.
Tudo em Brasília foi pensado para a escala monumental e funcionalidade. As grandes distâncias, o trânsito bem planejado e a vasta área verde (com prédios sem cercas e pilotis livres) são características que refletem a proposta modernista de criar uma “cidade parque”. Essa estrutura urbana única a torna um laboratório vivo de planejamento e um Patrimônio da Humanidade que segue intrigando o mundo.

