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1 de agosto de 2026Progressistas DF

Identidade visual de campanha: número, cor e legibilidade

Numa eleição proporcional com centenas de candidatos, a maior parte da disputa visual acontece em menos de dois segundos: o tempo que o eleitor leva para passar os olhos por um santinho, um story ou uma placa. Identidade visual de campanha não é estética — é legibilidade sob pressão.

O número é a informação mais importante

Na urna, o eleitor digita número, não nome. Isso deveria bastar para definir a hierarquia visual de toda peça de campanha, mas boa parte do material do DF ainda coloca o rosto do candidato em primeiro lugar e o número em corpo pequeno no canto.

A regra prática: o número precisa ser legível a três metros, no material impresso, e legível numa miniatura de celular, no digital. Se não for, o resto do design não importa.

Três elementos, não trinta

Campanha eficiente carrega poucos elementos e os repete:

  • Número — sempre no mesmo lugar, sempre no mesmo peso
  • Nome de urna — o mesmo em toda peça, sem variação de apelido
  • Uma cor dominante — que o eleitor reconheça antes de ler qualquer coisa

Tudo o que se acrescenta a isso disputa espaço com isso.

A cor precisa conversar com o partido

No caso do Progressistas, a identidade nacional trabalha com azuis — o azul-claro do símbolo e o azul institucional. Uma campanha que adota paleta completamente alheia perde a associação com a legenda, o que importa numa disputa em que o eleitor às vezes lembra do partido antes de lembrar do nome.

Vale o contrário também: no DF, com muitos candidatos usando azul e verde, um recorte de cor mal escolhido faz a campanha desaparecer no meio da concorrência. Antes de fechar a paleta, vale olhar o que os outros da mesma disputa estão usando.

Contraste é acessibilidade, e acessibilidade é voto

Texto claro sobre fundo claro elimina do público quem tem baixa visão — e o eleitorado do DF envelhece a cada ciclo. Contraste alto, tipografia sem serifa e corpo generoso não são preferência de designer: são alcance.

O mesmo vale para o digital: legenda em vídeo não é acessório. A maior parte do consumo de vídeo em rede social acontece sem som.

Erros que se repetem toda eleição

  1. Foto desatualizada. Quando o eleitor encontra o candidato na rua e não reconhece, a peça trabalhou contra.
  2. Slogan longo. Se não cabe numa respiração, não vai ser lembrado.
  3. Mudança de identidade no meio da campanha. Recomeça o reconhecimento do zero, a poucas semanas da urna.
  4. Material sem os dados obrigatórios. CNPJ ou CPF do responsável pela confecção, do contratante e a tiragem — a ausência transforma um bom material em propaganda irregular.

O eleitor não precisa achar a campanha bonita. Precisa conseguir repetir o número para outra pessoa.

Conteúdo informativo. As regras de conteúdo obrigatório em material gráfico estão na Resolução TSE nº 23.610/2019.

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